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domingo, 26 de julho de 2009

Curiosidades de serpentes grandes




Se as jibóias e sucuris não são venenosas, como elas matam as suas presas?
As jibóias e sucuris são as grandes serpentes brasileiras não venenosas. Elas matam suas presas por asfixia, ao apertá-las e impedir os seus movimentos respiratórios.
Em Cosmorama, estado de São Paulo, uma criança de 8 anos sobreviveu milagrosamente ao ataque de uma anaconda com mais de 5 metros, com a ajuda do avô.

Mateus, a criança atacada, passeava à beira de um riacho na companhia de um cão, quando viu uma pedra ideal para atirar para o rio, para o cão ir atrás, mas quando se baixou, foi atacado no braço pela grande cobra. Apesar de se ter conseguido libertar um vez, a cobra voltou a morder a criança, desta vez no peito, e começou a enrolar o seu corpo em redor da criança, como sempre faz com as suas presas. Esta é a forma típica de atacar da anaconda: primeiro, espera a presa emboscada na água, depois ataca, enrolando-se em redor da vítima até que esta deixe de conseguir respirar e morra sufocada por constrição, e só então começa a engolir a presa, sempre pela cabeça.

Alertado pelo barulho e apelos de ajuda que vinham do local onde a cobra atacou a criança, o avô, Joaquim Pereira, de 66 anos, dirigiu-se ao local, onde tentou sem sucesso retirar a cobra que estava completamente enrolada no neto. A seguir, pensou em bater com pedras na cabeça da cobra até esta largar a criança, o que também não resultou. Só quando lhe trouxeram uma grande faca com a qual começou a atacar a cobra, é que Joaquim Pereira começou a notar algum sucesso nos seu esforços, embora com muita dificuldade, já que o animal era extremamente rijo e inicialmente a faca parecia não ser capaz de a cortar.

A luta para salvar o neto demorou meia hora, após o que a criança foi levada a uma clínica onde as feridas resultantes das dentadas da cobra foram suturadas. O seu estado de saúde ficou bom, conseguindo assim se safar sem muitos problemas graves, já que acredita que, se voltar a ser atacado, o avô herói o volta a salvar.

A anaconda que atacou o menino pertence a uma espécie que já é rara nesta zona do país, a sua presença é mais comum em zonas não habitadas e florestas densas, embora possa ser encontrada em quase toda a América do Sul, da Venezuela até à Argentina. Este exemplar, com 35 quilos e mais de 5 metros de comprimento, pode ser já considerado um gigante, embora as grandes serpentes desta espécie possam atingir os 9 metros.

Os humanos, ao que se sabe, não costumam fazer parte da alimentação destes répteis gigantes, aliás, não existem até hoje provas de que alguma vez alguém tenha sido devorado por uma destas cobras. No entanto, o desaparecimento de algumas pessoas no Rio Orinoco, na Venezuela, tem tido como potenciais suspeitas as grandes anacondas que por ali abundam e que se diz serem os maiores exemplares desta espécie. Um dos alimentos preferidos destes animais são as capivaras, embora qualquer outro animal possa ser alvo destes gigantes, desde jacarés até vacas, basta estarem no local errado à hora errada.
Píton (ou pitão) é um nome comum para uma família de serpentes constritoras, especificamente Pythonidae. Nenhuma das serpentes desta família possui dentes inoculadores de veneno, porém possuem presas afiadas curvadas pra dentro para agarrar sua presa. Os pítons variam de 4,5 a 6 metros de comprimento

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Por que tanto desdém?


O Universo ao Lado é o título do interessante livro de James Sire no qual ele analisa diferentes cosmovisões (as quais ele compara a universos) e a necessidade de se tentar compreendê-las com humildade e mente aberta. Lembrei desse livro da minha biblioteca quando li a matéria abaixo, publicada no G1. Isso porque percebo claramente que muitos não fazem o mínimo esforço para compreender a cosmovisão e a maneira de pensar dos criacionistas. Quando a isso se somam o preconceito e a arrogância, está criada a predisposição mental para a rejeição (pelo menos é o que noto na expressão do rosto dos paleontólogos da foto acima, em visita ao Museu da Criação, no Kentucky). Diz a reportagem (com meus comentários entre colchetes):

"A Dr. Tamaki Sato ficou confusa com a exibição de dinossauros. As placas descreveram os diversos dinossauros como originados de períodos geológicos distintos – os estegossauros e os heterodontossauros do Jurássico, o velociraptor do Cretáceo – ainda assim, em cada caso, as datas de desaparecimento eram as mesmas: cerca de 2.348 a.C. 'Fiquei querendo saber o motivo', disse Sato, professora de geologia da Tokyo Gakugei University, no Japão. Para paleontólogos como Sato, camadas de rochas representam um acúmulo de centenas de milhões de anos, e o Jurássico é muito mais antigo que o Cretáceo. No entanto, aqui no Museu da Criação, no norte do Estado de Kentucky, a Terra e o Universo têm somente seis mil anos de idade, e foram criados em seis dias por Deus. O museu alega: 'Mesmos fatos, diferentes conclusões.' Ele é inequívoco em ver dados paleontológicos e geológicos sob a luz da leitura da Bíblia." [O que paleontólogos e geólogos não conseguem explicar devidamente é por que, se as camadas geológicas foram formadas pelo lento acúmulo de sedimentos ao longo de milhões de anos, elas são em geral planas e paralelas, não demonstrando sinais de erosão e indicando superposição rápida em eventos hídricos. Não sei se o pessoal desse museu realmente entende que todo o Universo tenha seis mil anos, mas que há indícios de que a vida em nosso planeta tenha milhares e não bilhões de anos, isso há. E, para quem crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, só existe uma forma coerente de interpretar os dias da Criação: como dias literais de 24 horas.]

"Na interpretação criacionista, as camadas foram depositadas num único evento – o Dilúvio, quando Deus varreu a terra, com exceção das criaturas da Arca de Noé – e os dinossauros morreram no ano de 2.348 a.C, ano do Dilúvio [nem todo criacionista é tão preciso quanto à data do Dilúvio]. 'Essa é uma coisa nova que aprendi', disse Sato. [Que bom! Nunca é tarde para se aprender coisas novas. Por outro lado, é lamentável que alguém chegue à faculdade, se forme, torne-se professora de Geologia e nunca tenha ouvido falar da interpretação criacionista ou mesmo de que existam visões diferentes daquela sustentada pela geologia padrão. Deveria conhecer, ainda que fosse para criticar com propriedade.]

"Os mundos da paleontologia acadêmica e do criacionismo raramente colidem [isso porque esse pessoal nunca participa de congressos criacionistas e não lê publicações científicas dos institutos de pesquisa criacionistas], mas o primeiro visitou o último na quarta-feira passada. Na Universidade de Cincinnati, ocorria a Convenção Paleontológica Americana, onde cientistas apresentavam suas últimas pesquisas sobre as fronteiras do passado antigo. Numa pausa entre as palestras, cerca de 70 participantes embarcaram em ônibus escolares para uma visita de campo ao Museu da Criação, do outro lado do Rio Ohio [isso, de fato, foi algo elogiável e raro]. (...)

"Desde a abertura do museu, há dois anos, 750 mil pessoas já o visitaram, mas esse foi o primeiro grande grupo de paleontólogos a passar por suas portas. O museu recebeu os visitantes atípicos com a típica hospitalidade. 'Glória a Deus, estamos empolgados de tê-los aqui', disse Bonnie Mills, responsável pelo atendimento ao visitante. Os cientistas pagaram a taxa de entrada para grupos, que incluía o almoço.

"Dr. Terry Mortenson, palestrante e pesquisador da Answers in Genesis, a missão religiosa que construiu e administra o Museu da Criação, disse não esperar que a visita mudasse a mente de muitas pessoas. 'Tenho certeza que, em grande parte, eles têm uma visão diferente do que é apresentado aqui', disse Mortenson. 'Só vamos dar a liberdade de ver o que eles querem ver.'

"Perto da entrada para as exibições, existe um display animatrônico que mostra uma garota alimentando um esquilo com uma cenoura, enquanto dois dinossauros estão por perto. A imagem revela uma distância enorme entre a instituição e os museus de história natural, que afirmam que os primeiros humanos viveram 65 milhões de anos depois dos últimos dinossauros. 'Estou pasmo', disse Dr. Derek E.G. Briggs, diretor do Museu Peabody de História Natural, em Yale, que caminhava pelo museu de braços cruzados e expressões faciais de reprovação. 'É até assustador.' [Uma pergunta recorrente em todo simpósio criacionista é: Se dinossauros e humanos foram contemporâneos, por que não são encontrados os fóssseis deles juntos? Respondo com outra pergunta: Se hoje ocorresse um dilúvio nos moldes bíblicos, seria fácil encontrar fósseis de tigres com seres humanos? Claro que não, pois ambos vivem em anbientes diferentes. O mesmo pode ser dito dos dinossauros. A posssibilidade de serem encontrados fósseis dos grandes répteis com fósseis humanos ou mesmo as pegadas de ambos juntas não está descartada, mas isso certamente não será fácil.]

"Mortenson e outros do museu disseram analisar as mesmas rochas e fósseis que os cientistas visitantes analisam, mas, devido a diferentes pontos de partida, eles chegam a conclusões diferentes. Por exemplo, eles dizem que a inundação bíblica deflagrou uma grande agitação no interior da Terra. Isso separou os continentes e os levou a seus locais atuais – ou seja, para eles, os continentes não têm se movido ao longo dos últimos bilhões de anos. [E eles têm razão. É uma quetão de pressupostos. Geólogos evolucionistas ainda se valem da ideia de uniformismo e de escalas de tempo muito longas. Geólogos criacionistas veem os sinais de catastrofismo e de um cataclismo hídrico há alguns milhares de anos, em decorrência do qual houve alterações topográficas significativas e rápidas no planeta. O livro Uma Breve História da Terra, do Dr. Nahor Neves de Souza Jr., descreve bem esses fenômenos.]

"'Todo mundo tem pressuposições do que eles irão considerar, que perguntas eles irão fazer', disse Mortenson, doutor em história da geologia pela Coventry University, Inglaterra. 'Os primeiros dois recintos do nosso museu falam sobre essa questão, de pontos de partida e pressuposições. Nós contestamos fortemente uma posição evolucionista de que eles estão deixando os fatos falarem por si próprios.' (...)

"Bengtson observou que, para explicar como as poucas espécies a bordo da arca poderiam ter se diversificado e se transformado na multidão de animais vivos hoje, em apenas alguns milhares de anos, o museu simplesmente disse: 'Deus forneceu aos organismos ferramentas especiais para mudar rapidamente.' 'Assim, em uma frase, eles admitem que a evolução é real', disse Bengtson, 'e que eles têm de evocar a mágica para explicar como as coisas funcionam.' [Basta pensar nas inúmeras raças de cães que se originaram ou foram desenvolvidas em anos recentes. Na verdade, não são necessários milhões de anos para que haja biodiversificação. E não se trata de evolução e sim diversificação de baixo nível, como diz o Dr. James Gibson. E se pensarmos que a maior parte das espécies compreende insetos e que das espécies de grande porte podem ter entrado filhotes na arca, a coisa toda não fica assim tão complicada - não que os criacionistas não admitam que há certas dificuldades para se explicar um evento que foi, sim, sobrenatural. Falando em sobrenatural, "mágica" mesmo é a origem ao acaso da informação genética sem uma fonte informante; a origem dos sistemas de complexidade irredutível; a origem da ordem a partir do caos; e por aí vai. Isso nem Harry Potter resolve...]

"No entanto, até alguns que discordam da informação e da mensagem, admitem que o museu tem um apelo óbvio. 'Odeio que isso exista', disse Jason D. Rosenhouse, matemático da James Madison University, na Virgínia, e blogueiro de assuntos relacionados à evolução [veja só que espírito: ele odeia]. 'Mas, já que isso existe, você pode se divertir aqui. Eles fazem um ótimo show, se você consegue segurar sua descrença.' [Quem sabe alguns não segurem e passem a pensar diferente?]

"Ao final da visita, entre os dinossauros, Briggs parecia ter se divertido. 'Gosto da ideia de que os dinossauros estavam na arca', disse ele. Cerca de 50 tipos de dinossauros foram embarcados com Noé, explica o museu, mas depois eles foram extintos, por razões ainda desconhecidas. Briggs se deu conta de que o museu provavelmente muda poucas mentes. 'Mas me preocupo com os pequenos', disse ele." [Na verdade, muitos criacionistas creem que a maior parte dos dinossauros se extinguiu com o dilúvio, daí a abundância de fósseis em todo o mundo; outras espécies - como os mamutes e mesmo alguns dinossauros - acabaram extintas no mundo pós-diluviano.]

Trecho extraído de www.criacionismo.com.br

segunda-feira, 22 de junho de 2009


Os orangotangos, não os chimpanzés, como se pensava, são os ancestrais mais próximos do homem, segundo um estudo realizado por antropologos americanos, publicado ontem [18/6] na revista Journal of Biogeography. Os cientistas afirmaram que, segundo as análises de DNA e de fósseis, a ideia de que os chimpanzés seriam os primatas mais próximos do homem é “problemática” [mas antes era tão certa...]. Jeffrey Schwartz, professor de antropologia da Universidade de Pittsburgh, e John Grehan, presidente da Academia de Artes e Ciências, analisaram centenas de características físicas de chimpanzés, gorilas e orangotangos. Depois de analisar 63 exemplares, determinaram que os seres humanos compartilhavam 28 características com os orangotangos, mas somente duas com os chimpanzés e sete com os gorilas.

(Zero Hora)

Nota: Qual será o próximo candidato a parente do ser humano, o mico-leão dourado? Assim como ocorreu com a "história evolutiva das aves" que, pelo jeito, precisa ser reescrita, a evolução do homem vive sendo revista. Só que antes da revisão, o que se tinha eram "certezas"...[MB]

Colaboração: Cássio Medeiros

Extraído de www.criacionismo.com.br

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tão inteligente assim?


O programa Fantástico da Rede Globo de televisão vem costumeiramente insistindo no valor inestimável dos chimpanzés. Sem dúvida é um ANIMAL que causa grande admiração por parte de nós HUMANOS. No entanto, querer afirmar que o chimpanzé é mais inteligente do que os seres humanos por simplesmente ele gravar mais rapidamente a seqüência de números do que fazem os seres humanos que foram colocados para confronto com o macaco é algo que nos leva a pensar até onde vai a insanidade humana. Pois o fato dele demonstrar ser mais rápido no raciocínio do que vários humanos não o torna mais inteligente do que os seres humanos, e sim é UM CHIMPANZÉ diferente dos demais que foi treinado para raciocinar e memorizar números de forma bem rápida.
Vendo a valorização dada ao chimpanzé dada por aqueles que confrontam o animal com os seres humanos, surge então uma pergunta interessante: será que o tal chimpanzé é capaz de fabricar a máquina que o leva a memorizar os números expostos à frente dele? Essa máquina foi inventada por seres humanos. Estes não conseguem memorizar simplesmente os números que o animal o faz, e, muito bem. No entanto, se limita a apenas isso. Que avanços, esse chimpanzé e os demais da espécie dele, em questão de tecnologia e o que temos neste mundo, eles conseguiram?
Se o chimpanzé é muito inteligente ele somente vem demonstrando isso através do raciocínio de números e nada mais. Já os humanos vem demonstrando serem bem mais inteligentes do qualquer outro ser vivo. Apenas está faltando na humanidade a verdadeira sabedoria, que neste mundo não se encontra, ou seja, no próprio homem não se encontra, mas somente em Deus que foi Quem o criou.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O RIO SÃO FRANCISCO



A exploração dos recursos hídricos, minerais, vegetais e humanos de toda a bacia do Rio São Francisco durante 500 anos trouxe danos, alguns irreparáveis, a toda a região. Assoreamento, desmatamento, erosão e poluição são problemas enfrentados pela população do vale há anos e o tipo de impacto ambiental está diretamente ligado à atividade econômica desenvolvida em cada região.
O uso indiscriminado dos recursos naturais é, atualmente, o maior perigo à sobrevivência do rio. Certas análises apontam que esses abusos podem resultar em um desgaste e até mesmo esgotamento dessas fontes.
No Alto São Francisco, a concentração demográfica, as atividades econômicas do quadrilátero ferrífero e as indústrias de transformação da Grande Belo Horizonte respondem pela degradação ambiental daquele trecho. Além destes, o garimpo de diamantes desfigura o leito do rio com grandes dragas, lançando depois o material retirado em suas margens que voltam ao rio nas enxurradas.
Ainda no Alto São Francisco, mas já entrando no Médio e Sub-Médio, a principal fonte de poluição é a agricultura, praticada sem preocupações com a preservação dos recursos hídricos. Os projetos de irrigação e a agricultura provocam o desmatamento da mata ciliar e, conseqüentemente, carregam sedimentos para o leito do Rio. A vegetação nativa, que em 1970 cobria 85% dos 12 milhões de hectares do norte de Minas Gerais, em 1990 estava reduzida a 35%. E, a cada ano, mais de 400 mil hectares de cerrado são desmatados na bacia, o equivalente a mais de mil hectares por dia.
A construção de hidrelétricas ao longo do rio também é um grave problema, que põe em risco sua própria existência. Além das transformações significativas que obras como barragens e usinas provocam na área onde são instaladas, com reflexos diretos na vegetação e vida animal, o regime das águas também é afetado. No Baixo São Francisco, uma preocupação de cientistas e ambientalistas é a regularização do fluxo de água, prejudicado e tornado irregular com todas as mudanças feitas no percurso e pelo uso excessivo do recurso.
As sucessivas barragens feitas ao longo do rio provocam um processo quase irreversível de assoreamento, pois diminuem a correnteza natural, formam bancos de areia e transformam os drenos naturais de água em áreas pantanosas. Além disso, a regularização dessas usinas tem provocado efeitos também na atividade pesqueira e na cultura do arroz feitas pela população da área. A extinção de lagoas e várzeas naturais onde ocorriam a reprodução e captura dos peixes e onde tradicionalmente se fazia a plantação do arroz, ameaça a sobrevivência de espécies naturais e da própria população local.

FONTE: http://www.brasiloeste.com.br/...

Derretimento das geleiras é fenômeno alarmante


O derretimento das geleiras se acelerou nas últimas décadas, um fenômeno alarmante que evidencia o aquecimento da atmosfera, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira (04) pelo Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (PNUE).
As geleiras do Ártico diminuíram entre 6 e 7% no inverno (hemisfério norte) e entre 10 e 12% no verão no decorrer dos últimos 30 anos, indica o estudo apresentado em Tromsoe, norte da Noruega, na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente. Além disso, entre 7% e 10% da superfície terrestre nevada do hemisfério norte desapareceram durante os períodos de março e abril das últimas três ou quatro décadas, segundo o informe.
Conseqüência do aquecimento da atmosfera, o degelo é também resultado da aceleração das mudanças climáticas, ressaltam os cientistas.
"A neve e o gelo refletem entre 70 e 80% da energia solar, enquanto a água a absorve. Se continuarem derretendo, isto aumentará o aquecimento global", explicou em uma entrevista coletiva à imprensa, em Tromsoe, Paal Prestrud, um dos autores do relatório.
"Os 6,5 bilhões de pessoas deste planeta optaram por uma forma de vida baseada em uma realidade determinada. Esta realidade está a ponto de mudar ainda mais rápido que o previsto", afirmou o diretor da PNUE, Achim Steiner.
"Isto significa que a necessidade de nos adaptarmos às mudanças climáticas é tão considerável, do ponto de vista das conseqüências e dos custos econômicos, que temos que atuar a partir de agora", ressaltou.
Segundo os cientistas, por volta de 40% da população mundial poderá ser afetada pela redução das superfícies nevadas e das geleiras na Ásia.
Muitos rios do continente como o Ganges e o Mekong são alimentados pelo Himalaia, e a redução do gelo desta cordilheira causaria a diminuição dos recursos de água potável e irrigação. O aumento do nível dos oceanos, provocado pelo degelo terrestre, engoliria as regiões costeiras e ilhas inteiras, por exemplo, de Bangladesh à Indonésia. O degelo contribuiria também para o aumento de catástrofes meteorológicas como furacões e inundações, afetando assim as populações, a economia e a fauna.
"No mundo animal, as espécies autóctones (do Ártico) poderão desaparecer já que não podem deixar a região, onde se instalariam novas espécies, procedentes do sul", afirmou Prestrud.
Por exemplo, o urso polar, espécie emblemática do Pólo Norte, está ameaçado de extinção nas próximas décadas devido à diminuição dos bancos de gelo. Algumas comunidades já começaram a adaptar seu estilo de vida à nova situação climática: em algumas regiões da Groenlândia os caçadores esquimós trocaram os trenós por pequenas embarcações.

Mais uma insanidade de Dawkins


Parece que faz tempo que Richard Dawkins não faz ciência nem entra num laboratório, afinal, anda escrevendo um livro atrás do outro, atacando a Deus e aos crentes e sempre exaltando o darwinismo como única explicação para a origem da vida. Sua nova obra - A Grande História da Evolução - foi cuidadosamente lançada no mesmo ano em que que se comemoram o 200º aniversário de nascimento de Darwin e o 150º ano de publicação de sua obra mais conhecida: A Ogigem das Espécies. Fã de carteirinha do naturalista inglês (tanto que foi chamado de "o devoto de Darwin" pela revista Veja), Dawkins afirma em sua nova obra que "a evolução biológica não tem uma linha de descendência privilegiada, nem um fim projetado. A evolução alcançou muitos milhões de fins provisórios (o número de espécies sobreviventes no momento da observação), e não há nenhuma razão além da vaidade - vaidade humana, diga-se de passagem, já que somos nós que estamos falando - para designar qualquer um mais privilegiado ou mais culminante do que outro. ... O historiador precisa precaver-se contra costurar uma narrativa cuja impressão, por mínima que seja, tenha como alvo o clímax humano".

Ao ler isso, fiquei pensando nos extremos a que a humanidade foi levada pelo inimigo de Deus (e aqui não me refiro a Dawkins ou a qualquer darwinista, fique bem claro). Logo no início da história deste mundo, Satanás, usando como médium a serpente, disse para Eva que se ela desobedecesse a Deus e provasse do fruto do conhecimento do bem e do mal, suas faculdades mentais de expandiriam e ela seria como Deus (Gn 3:5). Ela não passou na prova e o que ganhou, na verdade, foi o conhecimento teórico e prático do que significa o mal.

A filosofia iluminista, de certa forma, apresenta semelhança com as pretenções insufladas pelo inimigo na mente da primeira mulher: não basta ser filho de Deus; não basta ser humano; é preciso ser o centro de tudo (antropocentrismo); é preciso exaltar a razão acima de tudo. Deus é a imagem e semelhança do homem, e não o contrário. "Sereis como Deus."

Mas o darwinismo leva o ser humano para o outro extremo da escala de valorização humana. De pretenso deus, senhor absoluto da vida, centro de tudo, o homem passou a ser apenas mais um animal entre outros. Animal racional, dizem, mas animal.

A Bíblia nos coloca em nosso devido lugar. Não somos deuses, nem animais. Fomos originalmente criados à imagem e semelhança do Criador. Somos filhos de Deus, a Ele pertencendo pela criação e pela redenção. O Deus Filho veio a este mundo morrer por nós, mostrando o quanto nos valoriza, e prometeu voltar para nos buscar desta realidade corroída pelo pecado. Somos especiais, sim, porque fomos feitos de modo especial e porque para o Pai é exatamente isso o que somos: especiais. Até o Dawkins, embora não reconheça isso.


Extraído de www.criacionismo.com.br