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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Inteligente demais para pensar




“A fé é a grande escapatória, a grande desculpa para se fugir à necessidade de pensar e avaliar as evidências. A fé é acreditar ‘apesar de’, e até talvez precisamente ‘por causa’ da falta de provas.” Richard Dawkins

Os ateus ativistas, apesar de serem minoria no mundo atual, têm conquistado espaço na mídia e nas prateleiras de muitas livrarias. Um dos grandes motivos de advogarem tão fortemente, não tanto contra Deus, mas contra a religião é a grande irracionalidade que dizem existir por trás dessas organizações. Na mente de muitos ateus, e de muitos cristãos também, religião é uma coisa, razão é outra. Como diria o gracejo popular: “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.”

Religião, então, seria uma “escapatória” do pensamento, do conhecimento, da racionalidade. É como se fosse uma redoma em que você é desobrigado de olhar as evidências de perto para acreditar; em que você pode contar apenas com a fé, e isso já é “bom o bastante”.

Antes de entender se isso é verdade ou não, vamos analisar como se iniciou o processo de racionalização fora e dentro do âmbito da religião. Comecemos então com a Idade Média, mais conhecida como a “idade das trevas”. Por que “idade das trevas”? Bom, é comum ilustrar essa época da seguinte forma: imagine que você é uma criança e desde bebê seus pais lhe advertem a nunca abrir certo armário da casa. Logicamente, você passará toda a infância com um medo aterrador daquele armário. O que será que existe lá? É um monstro? Algo feio e assombroso? Enfim, você nunca questiona, somente obedece. Assim era a religião na Idade Media: dominava os pensamentos das pessoas, a arte, a filosofia e, acredite, até mesmo a ciência.

Os pensadores “formadores de opinião” eram Agostinho, teólogo muito famoso do quinto século, e Aristóteles, que apesar de não ser “cristão”, era um pensador grego extremamente respeitado pelos religiosos devido à “cristianização” de suas ideias por Thomas de Aquino. Esta também foi uma figura importantíssima da época. Ele e outros buscaram criar uma filosofia que unia as ideias de Agostinho e Aristóteles, ou seja, na qual a fé e a razão corroboravam uma a outra, sem qualquer problema. Ai de quem ousasse questionar a autoridade e a suprema sabedoria e conhecimento da Igreja!

Do século 14 até o século 16, novas formas de pensar começaram a imergir, ameaçando a tradicional ordem da Idade Media. Foi então que surgiu a Renascença.

Como a palavra que descreve esse período deixa claro, acreditava-se que o mundo estava nascendo novamente, em todos os aspectos possíveis: filosofia, ciência, literatura, geografia, sociedade, arte e religião. Artistas voltaram a descrever a beleza e a superioridade da forma humana em seus retratos e esculturas; a ciência passou a acreditar apenas no empírico, ou seja, naquilo que se pode provar por meio de experiências científicas; a astronomia colocou por terra as teorias a respeito dos planetas e das estrelas; a medicina passou a descobrir que as doenças não eram causadas pelo pecado ou pelo demônio, mas sim por agentes externos e internos no corpo humano; entre muitas outras realizações. E na religião houve a maior revolta de todos os tempos: a reforma de Lutero. Mas não pense que essa mudança foi tranquila. Muitos desses renascentistas sofreram duramente por pensar de modo diferente das autoridades da época. Um exemplo disso foi o caso de Galileu, que, por advogar que a Terra se move em torno do Sol (e não o contrário), foi condenado em 1633.

Finalmente, foi na França que continuou o que o Renascimento havia começado, com o Iluminismo. Foi uma era de formalismo, geometria, beleza e intelecto. E, é claro, o que a França fez, a Europa copiou. Voltando à história do armário, é como se uma criança tivesse finalmente reunido a coragem de abrir uma fresta do móvel e visto que lá dentro não havia nada terrível e assombroso, mas sim infinitas novidades e oportunidades.

Os filósofos e cientistas ateus ou deístas se tornaram cada vez mais comuns e populares. A partir de então, o cristianismo tomou um “grande choque térmico” – o que antes era fácil explicar (“está escrito”) agora deveria ser revisto e confrontado com evidências. A palavra “fé” começou a ser sinônimo de preguiça e falta de intelectualismo. Numa época em que o intelectualismo era a fonte da verdade, Thomas Paine escreveu: “A arma mais formidável contra erros de todo o tipo é a razão. Nunca usei outra e confio que nunca usarei.”

Enquanto no século 17 era mais raro ver um ateu do que ver gelo no deserto, no século 18 começa a desabrochar o deísmo (Deus existe, mas não se envolve com o ser humano), assim como o ateísmo, principalmente com a influência de Voltaire, Hume e Immanuel Kant.

Depois dessa reviravolta do intelecto e de praticamente tudo que existia na sociedade, e de a igreja e a Bíblia receberem algumas “pancadas” científicas, alguns se levantaram para mudar esse ponto de vista de que a fé e a Bíblia não podiam ser confiáveis de acordo com a razão. Depois de Thomás de Aquino, um dos primeiros foi William Paley, que procurou apresentar evidências para a existência de Deus. Depois dele muitos advogaram a favor do cristianismo e da Bíblia formando uma área de estudo chamada “apologética”, ou seja, a defesa racional do cristianismo.

Depois dessa introdução histórica, conseguimos entender um pouco melhor como surgiu essa controvérsia entre fé e razão. A questão é: O que faremos com isso? O que você vai fazer com isso? Uma das opções que você e eu temos é: absolutamente nada. Gostamos da nossa vida sem saber a verdade, ou pelo menos sem buscar algo que faça sentido, algo que satisfaça nossa razão e nosso coração. Por isso, fique à vontade para se manter no seu status quo. Outra opção é ir atrás, investigar profundamente aquilo que pode definir o que você acreditará para o resto de sua vida.

A busca pela verdade é como atravessar a rua. Como seres humanos racionais, somos obrigados a conformar nossas crenças à realidade, não o contrário. Antes de atravessar a rua, precisamos conformar nossas crenças sobre as condições do trânsito de acordo com o que vemos ao nosso redor. Se começarmos a atravessar a rua porque preferimos acreditar que ela está livre de carros e porque nos é mais conveniente, arriscaremos ser atropelados. O ônibus não se importa com o que preferimos ou com o que nos é conveniente. É nossa responsabilidade responder aos fatos, nos conformar a eles. Para isso, precisamos investigar nosso mundo e descobrir as verdades por trás dele.

Como diria o filósofo René Descartes: “É insuficiente ter boa mente, o mais importante é aplicá-la bem.” Deixo-lhe agora este desafio: durante estes dez estudos, faça uma viagem racional para o encontro da verdade. E o mais importante de se lembrar em toda essa “viagem” para encontrar a verdade é: a verdade é verdade, quer você e eu acreditemos ou não. A verdade não requer que acreditemos nela para que ela seja verdade, mas certamente ela merece ser acreditada.

Mais publicações interessantes clique na figura abaixo e navegue até lá.




Previsões de Thomas Edison


Muitos dizem que ele é um dos maiores ladrões de ideias da história, outros afirmam que sua genialidade é superior a qualquer acusação

. Independente disso, é inegável que Thomas Edison é um dos maiores nomes da ciência e tecnologia até hoje. Falecido em 1931, suas inven

ções ainda fazem parte de nosso cotidiano. E são de suma importância para a sociedade.

Aquelas pequenas lâmpadas da sua casa (a menos que você seja uma pessoa econômica que utiliza lâmpadas fluorescentes) são baseadas em um invento de Edison. Edison também faz parte da sua vida a cada telefonema que dá, visto que o microfone de carvão é uma das 1093 patentes registradas em seu nome.

Um dos fatos mais interessantes relacionados ao inventor e empresário de Ohio aconteceu em 1911, quando ele publicou um artigo com previsões para a tecnologia que existiria cem anos após aquele texto. Cem anos depois, aqui estamos. Será que essas previsões de Thomas Edison faziam sentido ou eram apenas delírios de um louco da ciência?



Há cem anos...

O texto foi publicado no jornal “The Miami Metropolis” e trazia cinco previsões sobre algumas das tecnologias da época e também sobre alguns materiais que nem eram imaginados pela grande maioria. Mas Edison não tinha as mesmas impressões do futuro. Não se sabe ao certo quais eram os métodos de estudo para que ele chegasse a essas conclusões, mas o que interessa é que elas são bastante intrigantes.

Motor a vapor: o fim estava próximo

Em 1911 o mundo estava vivendo o auge da segunda revolução industrial (aquela que levou os motores a vapor e as comidas enlatadas a um novo patamar no cotidiano mundial). Nesse período, todo o transporte era feito por trens e navios, o que significa que muito carvão mineral era utilizado para produzir vapor e girar os motores.

Grande parte das pessoas pensava que aquela tecnologia seria eterna, mas Thomas Edison sabia que pensar dessa forma seria ingenuidade demais. Entusiasta da engenharia elétrica, em suas previsões Edison afirmou que os motores a vapor estavam com os dias contados, pelo menos em larga escala.



Não demorou para que isso fosse transformado em realidade. Já na década de 30 era possível ver vários trens que utilizavam os motores a diesel para combustão e locomoção. Outros meios de transporte surgiram e também dispensaram o uso do carvão em suas máquinas.


Aviões: expansão dos voos comerciais

Cinco anos depois do primeiro voo (realizado pelo brasileiro Santos Dumont), Thomas Edison já previa a evolução que os aviões teriam nos cem anos seguintes. É verdade que as aeronaves da época não davam dicas de como seriam hoje (talvez por isso estas afirmações sejam tão surpreendentes), mas Edison tinha visões claras.

Ele disse que em 2011, o mundo veria os voos como algo natural e não existiria mais o deslumbramento sobre as tecnologias de aviação. Isso é mais do que fato em nossa cultura, os aviões estão cada vez mais seguros e mais acessíveis devido aos preços das passagens que deixaram de ser astronômicos.





Outra previsão que ele fez com relação aos aviões refere-se às velocidades que elas poderiam atingir. Edison disse que “as naves poderiam flutuar e permitir que os viajantes tomassem café da manhã em Londres e almoçassem em Paris”. Mais um acerto, mas ao contrário dos 320 Km/h que ele previu, há aviões que podem voar com o dobro desta velocidade.

Aço: lugar comum na construção civil

Em 1911 era difícil encontrar construções pequenas que utilizassem o aço em sua estrutura. Alguns não viam necessidade em colocar vergalhões em suas residências, mas a grande maioria deixava a tecnologia de lado devido aos altos preços cobrados pelo material.

Mesmo assim, Edison afirmava que no século seguinte seria possível encontrar o aço em todos os locais, desde os berços até as vigas-mestre das obras. É verdade que grande parte dos itens domésticos são criados com plástico ou madeira, mas o aço tem realmente a sua importância.





Mas quando o assunto é estrutura, não há como dizer que Thomas Edison estava errado. Vergalhões de aço tornaram-se indispensáveis para a construção civil, até mesmo nas pequenas casas de alvenaria. Hoje, o aço custa cerca de 15% do que custava cem anos atrás e o consumo do material aumenta em média 3% ao ano. É, Edison tinha razão.

Livro mágico: a enciclopédia em pedaços de níquel

Imagine o seguinte produto: folhas de níquel tão finas que poderiam armazenar milhares de páginas com o mesmo espaço e peso de livros que armazenavam apenas algumas centenas. Assim era o livro mágico que Edison imaginou ter a capacidade de guardar toda a Enciclopédia Britânica (em apenas um livro).






Quando nós dissemos: “imagine um livro que poderia armazenar milhares de páginas”. Em que você pensou? O Baixaki pensou o mesmo: e-readers. Com um pequeno aparelho do tamanho de apenas um livro, centenas de obras podem ser armazenadas e lidas em qualquer lugar. Não são folhas de níquel, mas a capacidade é a mesma.

Um único erro: desvalorização do ouro

Edison afirmou ainda que o ouro, como pedra preciosa, estava com seus dias contados. Ele disse que a evolução da química seria tanta que o ouro seria fabricado em laboratório e de tão abundante, até a produção de bens simples utilizaria o metal. Em exemplos, Thomas Edison pensava que até carros seriam de ouro.

A verdade é bem diferente. O ouro continua caro (cada dia mais caro, por sinal) e isso impede bastante a utilização dele como matéria prima para bens de consumo. O ouro até pode ser fabricado em laboratório, mas o valor para isso também o torna pouco possível.






O que será que Edison faria se vivesse hoje? Imagine quais seriam as previsões que ele faria para o ano de 2111? Deixe o seu comentário nos contando o que pensa você sobre isso. Também queremos sua opinião sobre os métodos que Edison utilizava para realizar suas previsões.

(Baixaki)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"Pontos Turísticos" do Nosso Sistema Solar

Astrônomo registra beleza de planetasImagens feitas por diversos observatórios e satélites da Nasa mostram com detalhes a beleza dos fenômenos naturais nos planetas e estrelas do sistema solar.

Astrônomos do Royal Observatory em Greenwich, Londres, reuniram as fotos como uma coleção das melhores atrações turísticas do Sistema Solar. Esse "guia astronômico" do sistema solar foi usada pelo Royal Observatory para marcar o lançamento da edição 2011 de seu concurso fotográfico Astronomy Photographer of the Year, aberto a astrônomos amadores do mundo inteiro.

Clique aqui e veja imagens da matéria acima.



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Teste a sua conexão!

Que tal testar a velocidade da conexão da sua internet?

Muitos são os velocímetros espalhados na internet. Para conferir a velocidade de sua conexão, é interessante você usar um bom gerenciador de downloads. Por meio dele você confere se o velocímetro está correto ou mesmo aproximado diante do arquivo que está sendo baixado pelo seu gerenciador de downloads.

Para conferir a velocidade de sua conexão você pode usar este aqui, ou ainda este e também este.

Eu costumo usar este por recomendação do meu provedor de internet que é via rádio.

Escolha alguns destes gerenciadores de download e faça comparações entre eles para ver qual deles é o melhor na sua opinião.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Melhoria financeira

Curtir o salário, pagar todas as contas em dia, acabar com as pendências, começar a investir –administrar bem o seu dinheiro com certeza é parte da lista de desejos de muitos brasileiros às vésperas de começar um novo ano.

Para passar da promessa à ação e de fato mudar de vida em 2011, eis 16 ideias super eficazes:

1 – Tenha um grande objetivo
Começar a se organizar e poupar fica bem mais fácil quando existe um sonho que os recursos podem ajudar a tornar real, como a compra da casa própria ou uma viagem de intercâmbio cultural. Separar já no começo do mês os montantes destinados a formar uma reserva e só depois montar o orçamento da casa com o que sobra, e não o contrário, é uma estratégia que funciona bem.

Sugestões de Conrado Navarro, consultor do programa Consumidor Consciente, da Mastercard:

2 – Abandone o complexo de vítima
Muitas pessoas culpam o governo, os bancos, as lojas e a família pela sua realidade financeira ruim. A verdade, porém, é que os apertos são resultado da falta de planejamento e de más decisões tomadas. Assumir a responsabilidade por cada ato é fundamental para conseguir mudar.

3 – Tome pé da situação
Não é necessário adotar planilhas nem sistemas complexos. Em um singelo caderninho pode-se anotar, com rigor, todos os gastos da família. A contabilidade feita somente na cabeça engana.

4 – Automatize os investimentos
Não havendo o hábito de economizar uma parte das receitas da casa, programar aplicações para determinadas datas (por exemplo, o dia em que o salário cai na conta corrente) é a solução para evitar esquecimentos.

5 – Assuma o compromisso de fugir das dívidas caras
O cartão de crédito e o cheque especial são ferramentas bastante úteis, mas com indicações e formas de uso específicas. Rolar a fatura do cartão e deixar o cheque especial descoberto por descuido significa pagar juros altíssimos. Trocando tais débitos por outros mais baratos, como o empréstimo consignado, e proibindo-se de voltar a abusar deles, o consumidor já aprimora a qualidade das suas finanças.

6 – Dedique tempo para se educar e aprender a gerir o seu dinheiro
Em livros, jornais, sites, blogs e cursos especializados, pode-se obter muito conhecimento que auxilia na administração dos recursos e dos projetos. É ótimo entender, finalmente, o que o gerente do banco está dizendo e se sentir no controle.

7 – Pesquise preços
Vale a pena andar um pouco mais e não comprar no primeiro estabelecimento que aparece. De centavo em centavo, no final a diferença pode ser bem grande.

8 – Concentre-se na sua qualidade de vida
O dinheiro é um meio para se viver bem; não precisa, portanto, virar uma fonte de preocupações e problemas. Esse conceito é que se deve ter em mente na hora de estudar as maneiras de ganhá-lo e gastá-lo.

Sugestões de Mauro Calil, diretor do Centro Calil & Calil de Estudos e Formação de Patrimônio e autor do livro “A Receita do Bolo” (Clube de Autores):

9 – Saiba exatamente quanto você ganha
Geralmente, a contabilidade da casa contempla as receitas brutas de cada um dos membros, e aproximada –é nacional a mania de arredondar os valores para cima, em uma matemática torta pela qual começam os erros na administração dos recursos.

10 – Estude com cuidado suas despesas para realizar cortes e substituições
Examine com lupa cada gasto e avalie se existe alguma forma de reduzi-lo. O excesso pode estar escondido nos 200 canais da TV a cabo ou nas pizzas que substituem o jantar caseiro noite sim, noite também.

11 – Diminua os limites dos cartões de crédito para 50% da sua renda líquida e o do cheque especial, para 10%
Trata-se de é uma tática para controlar a tentação de comprar mais do que se deve, comprometendo o orçamento da casa. Somando todos os cartões, o montante disponível para compras deve ser de, no máximo, metade das receitas da família. Afinal, além da fatura, outras contas devem ser pagas: energia elétrica, condomínio, aluguel… O cheque especial precisa ter apenas o tamanho adequado para cumprir a sua função, que é a de solucionar alguma emergência.

12 – Mantenha uma reserva de recursos para aproveitar as promoções
Ofertas de produtos que são muito demandados em casa (fraldas, material escolar, mantimentos etc) apresentam-se como uma ótima chance de economia. Por isso, é recomendável separar uma quantia do orçamento justamente para ser gasta quando aparecem essas boas oportunidades. Lançar mão do estratagema requer, entretanto, que o consumidor saiba exatamente quanto gasta com cada item, pois assim pode identificar bem as vantagens.

Sugestões de Cristiana Dias Baptista, planejadora financeira certificada:

13 – Planeje suas aquisições
É preferível poupar um pouquinho todo mês até ter dinheiro suficiente para comprar um bem do que parcelar. Mesmo sem juros, dividir o pagamento dá a falsa sensação de ter dinheiro sobrando.

14 – Não parcele compras que se repetem todos os meses
De nada adianta dividir despesas recorrentes, como as de farmácia e supermercado. Em pouco tempo, as parcelas vão se sobrepor, criando uma bola de neve.

15 – Evite ir ao shopping com a cabeça cheia
Problemas e estresse são péssimos conselheiros na hora de fazer compras.

16 – Espalhe pela casa avisos lembrando a si mesmo da sua decisão de cuidar das suas finanças
Como faz quem está de dieta, colocar no papel, ler, refletir e repetir as resoluções sobre dinheiro tomadas contribui para fixá-las e fortalecê-las internamente.


(IG)

Melhoria financeira

Curtir o salário, pagar todas as contas em dia, acabar com as pendências, começar a investir –administrar bem o seu dinheiro com certeza é parte da lista de desejos de muitos brasileiros às vésperas de começar um novo ano.

Para passar da promessa à ação e de fato mudar de vida em 2011, eis 16 ideias super eficazes:

1 – Tenha um grande objetivo
Começar a se organizar e poupar fica bem mais fácil quando existe um sonho que os recursos podem ajudar a tornar real, como a compra da casa própria ou uma viagem de intercâmbio cultural. Separar já no começo do mês os montantes destinados a formar uma reserva e só depois montar o orçamento da casa com o que sobra, e não o contrário, é uma estratégia que funciona bem.

Sugestões de Conrado Navarro, consultor do programa Consumidor Consciente, da Mastercard:

2 – Abandone o complexo de vítima
Muitas pessoas culpam o governo, os bancos, as lojas e a família pela sua realidade financeira ruim. A verdade, porém, é que os apertos são resultado da falta de planejamento e de más decisões tomadas. Assumir a responsabilidade por cada ato é fundamental para conseguir mudar.

3 – Tome pé da situação
Não é necessário adotar planilhas nem sistemas complexos. Em um singelo caderninho pode-se anotar, com rigor, todos os gastos da família. A contabilidade feita somente na cabeça engana.

4 – Automatize os investimentos
Não havendo o hábito de economizar uma parte das receitas da casa, programar aplicações para determinadas datas (por exemplo, o dia em que o salário cai na conta corrente) é a solução para evitar esquecimentos.

5 – Assuma o compromisso de fugir das dívidas caras
O cartão de crédito e o cheque especial são ferramentas bastante úteis, mas com indicações e formas de uso específicas. Rolar a fatura do cartão e deixar o cheque especial descoberto por descuido significa pagar juros altíssimos. Trocando tais débitos por outros mais baratos, como o empréstimo consignado, e proibindo-se de voltar a abusar deles, o consumidor já aprimora a qualidade das suas finanças.

6 – Dedique tempo para se educar e aprender a gerir o seu dinheiro
Em livros, jornais, sites, blogs e cursos especializados, pode-se obter muito conhecimento que auxilia na administração dos recursos e dos projetos. É ótimo entender, finalmente, o que o gerente do banco está dizendo e se sentir no controle.

7 – Pesquise preços
Vale a pena andar um pouco mais e não comprar no primeiro estabelecimento que aparece. De centavo em centavo, no final a diferença pode ser bem grande.

8 – Concentre-se na sua qualidade de vida
O dinheiro é um meio para se viver bem; não precisa, portanto, virar uma fonte de preocupações e problemas. Esse conceito é que se deve ter em mente na hora de estudar as maneiras de ganhá-lo e gastá-lo.

Sugestões de Mauro Calil, diretor do Centro Calil & Calil de Estudos e Formação de Patrimônio e autor do livro “A Receita do Bolo” (Clube de Autores):

9 – Saiba exatamente quanto você ganha
Geralmente, a contabilidade da casa contempla as receitas brutas de cada um dos membros, e aproximada –é nacional a mania de arredondar os valores para cima, em uma matemática torta pela qual começam os erros na administração dos recursos.

10 – Estude com cuidado suas despesas para realizar cortes e substituições
Examine com lupa cada gasto e avalie se existe alguma forma de reduzi-lo. O excesso pode estar escondido nos 200 canais da TV a cabo ou nas pizzas que substituem o jantar caseiro noite sim, noite também.

11 – Diminua os limites dos cartões de crédito para 50% da sua renda líquida e o do cheque especial, para 10%
Trata-se de é uma tática para controlar a tentação de comprar mais do que se deve, comprometendo o orçamento da casa. Somando todos os cartões, o montante disponível para compras deve ser de, no máximo, metade das receitas da família. Afinal, além da fatura, outras contas devem ser pagas: energia elétrica, condomínio, aluguel… O cheque especial precisa ter apenas o tamanho adequado para cumprir a sua função, que é a de solucionar alguma emergência.

12 – Mantenha uma reserva de recursos para aproveitar as promoções
Ofertas de produtos que são muito demandados em casa (fraldas, material escolar, mantimentos etc) apresentam-se como uma ótima chance de economia. Por isso, é recomendável separar uma quantia do orçamento justamente para ser gasta quando aparecem essas boas oportunidades. Lançar mão do estratagema requer, entretanto, que o consumidor saiba exatamente quanto gasta com cada item, pois assim pode identificar bem as vantagens.

Sugestões de Cristiana Dias Baptista, planejadora financeira certificada:

13 – Planeje suas aquisições
É preferível poupar um pouquinho todo mês até ter dinheiro suficiente para comprar um bem do que parcelar. Mesmo sem juros, dividir o pagamento dá a falsa sensação de ter dinheiro sobrando.

14 – Não parcele compras que se repetem todos os meses
De nada adianta dividir despesas recorrentes, como as de farmácia e supermercado. Em pouco tempo, as parcelas vão se sobrepor, criando uma bola de neve.

15 – Evite ir ao shopping com a cabeça cheia
Problemas e estresse são péssimos conselheiros na hora de fazer compras.

16 – Espalhe pela casa avisos lembrando a si mesmo da sua decisão de cuidar das suas finanças
Como faz quem está de dieta, colocar no papel, ler, refletir e repetir as resoluções sobre dinheiro tomadas contribui para fixá-las e fortalecê-las internamente.


(IG)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Governo de Lula na Avaliação de um Banqueiro


Em setembro de 2002, durante a tradicional reunião anual do FMI, o banqueiro Roberto Setubal, presidente do Itaú, surpreendeu a toda a plateia, formada pelos maiores financistas do mundo, quando disse que Lula não só iria ganhar a eleição, como não seria nenhum problema para o Brasil.

Essas foram as palavras de Setubal: “Não tenho dúvida que o Lula será o próximo presidente do Brasil. Esta não é uma eleição populista. Ele está sendo eleito porque está fazendo uma boa campanha. Ele é honesto e fala ao coração do povo.”

Hoje, oito anos depois, ao encerrar o segundo mandato, Setubal diz ao iG que Lula superou as próprias expectativas, que já eram bastante otimistas em relação ao seu governo.

O banqueiro lembra que, quando declarou que não havia razão para se temer o governo Lula, fez-se um absoluto silêncio na plateia, como se ninguém acreditasse que um banqueiro poderia fazer tal tipo de afirmação.

Havia uma enorme desconfiança no mercado em relação ao Lula, o medo era generalizado e não se poderia imaginar jamais que um banqueiro, que sempre teve seu nome ideologicamente associado aos tucanos, pudesse declarar apoio (não foi o voto) a Lula.

Setubal diz que ele tinha preparado uma apresentação cheia de gráficos e números para aquela tarde, em Washington, mas decidiu falar de improviso.

“O mercado estava exagerando nas incertezas. O que eu disse é que o Lula era um cara centrado, pragmático e não ideológico, como as pessoas diziam. Depois, o Lula já tinha escrito a Carta aos Brasileiros e tudo o que ele queria era o bem do país.”

Setubal diz que Lula foi muito além do que ele imaginava.

Lula foi o maior presidente da história do País”, diz Setubal.

Segundo o banqueiro, a grande diferença entre Lula e Getúlio Vargas, tido até então como o maior presidente da história, é a de que Lula foi eleito democraticamente, o que, para Setubal, faz uma enorme diferença.

Setubal faz questão de dizer que o Brasil também teve outros grandes presidentes, como Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso, que sempre terão, certamente, um lugar diferenciado na história.

Entre as grandes qualidades de Lula, Setubal ressalta a sua capacidade de entender todos os ângulos dos problemas brasileiros e de encaminhar as soluções mais realistas para eles.

“A sensibilidade de Lula para entender os problemas do Brasil é impressionante. Ele entende o Brasil como ninguém.”

A grande conquista de Lula, na opinião de Setubal, foi a melhor distribuição de renda do país.

“Depois de muitos anos de piora da situação da distribuição de renda no país, veio o Plano Real e começou a melhorar a situação, mas foi no governo Lula que houve mesmo um avanço.”

Setubal diz que “Lula, que veio de onde veio, dos níveis sociais mais simples da sociedade, assumiu a presidência sem manifestar nenhum rancor em nenhum momento e, com seu pragmatismo, contribuiu para a sociedade e para o sucesso do País.”

Setubal se diz otimista com o governo Dilma Rousseff.

“As perspectivas são muito positivas, há claramente na política econômica um sinal de continuidade, e isso é muito bom”, afirma. “O Brasil terá anos muitos bons pela frente.”

Para Setubal, a palavra chave do próximo governo será infraestrutura. A seu ver, essa será a prioridade do novo governo. O país tem problemas nessa área e precisa de investir maciçamente em infraestrutura.

Nota: Também concordo com SETUBAL.

O Brasil teve um avanço muito significativo no atual governo. Isso tanto na área econômica como na área social.

(IG)